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Pensamentos - Coleção 1
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Ebook174 pages

Pensamentos - Coleção 1

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textos e poemas pessoais escritos entre 2005 e 2017 por Fabio Lecina Marin
LanguagePortuguês
Release dateApr 8, 2017
Pensamentos - Coleção 1

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    Pensamentos - Coleção 1 - Fabio Lecina Marin

    Pensamentos

    Coleção 1

    Fabio Lecina Marin

    PENSAMENTOS

    COLEÇÃO 1

    por Fabio Lecina Marin

    Abril 2017

    Volume 1

    Dedico esse livro ao meu bebê que hoje, dia 07 de abril de 2017, está na barriga da minha namorada Karina. Algum dia ele/a lerá esse compilado de textos e sentirá algo bom ou ruim.

    Um dia depois de ontem

    11/04/2005

    Quatro e cinqüenta da manhã, o iluminador liga, mais um sonho interrompido. Ao se levantar, se concentra nas luzes que são refletidas contra o gesso, e, logo após, caminha até o cômodo de azulejos claros, aonde deixa que as águas canalizadas e aquecidas caiam sobre sua nuca. O espelho se torna um portal para um mundo distante, enquanto as luzes artificiais iluminam e aquecem sua alma. Os pés tocam o chão frio, e a água que ora estava por seu corpo, agora fica retida em um pedaço de pano já úmido.

    Enquanto caminha pela prisão cercada de azulejos e tinta, vê que a cada passo um raio de luz reflete no Gesso, tornando-o avermelhado. Uma caixa de tamanho médio traz à boca um gosto aquecido. Ponteiros avisam, sem usar palavras, que era hora de sair da prisão. Um caminho não tão longo, porém exaustivo, o leva até um local de esperanças futuras, aonde correm e pulam alegres os outros, tão despreocupados. Há também outros que se escondem atrás de papeis e correm, suando frio, atrás de informação. Passo atrás de passo vai até o cimento dobrado e sua, enquanto sobe aos céus. Chegando ao seu local de destino, percebe o mar olhares, e mede a intensidade de cada um. Uma reta o separa de seu local de descanso.

    O descanso merecido chega, porém, o desgaste mental agora ataca, com palavras e olhares perdidos. Sombras afligem sua razão, logo sente vontade de correr, se desespera. Enquanto se apóia com a cabeça na madeira plana, tenta se desligar do desgaste mental, mas o desgaste da alma agora assombra. O globo gira, a matéria transparente que separa a pele do ar se torna insuportável, o fogo arde mais que esquenta e o horizonte se torna mais longe. A tortura logo acaba por conta dos sons repetitivos que ecoam, distraindo e contagiando. O ponteiro alerta. Se levantar é obrigação.

    Percorrendo de volta o caminho cansativo, torna-se aparentemente mais forte. Acaba-se a tortura. Mas volta à prisão, o gesso se torna um aliado. Nostalgias vêem à alma. Chega a solidão...

    Solidão

    15/04/2005

    Uma vida, alguns sonhos, solidão. Uma reta indefinida e infinita, dimensões inimagináveis, construção de uma sociedade. Mãos trêmulas, olhos encharcados, agonia. Uma vez aparente: constante.

    Sempre se vemos cercadas de almas, acolhedoras, infiéis. Um giro nos faz não mais ver. Uma alma em especial se torna máxima, esquentando os olhos. Fria, sociável, tal alma se distância, pois apenas se sente aquecida sozinha. A distância, ora infinita, se torna mais alcançável. Tal transformação vem seguida de um sorriso, talvez amarelo, que alegra o momento. Tudo na vida é momentâneo.

    Uma sala vazia, uma música lenta, o calor da lareira, o sono, tudo isso causa o mesmo efeito, mas nada tão rápido quanto o desvio de um olhar, o desprezo causado por falta de um sorriso, o ato de virar as costas. Os olhos se fecham, o pessimismo toma conta, e a agonia piora. Cortam-se as asas dos sonhos, derrubando a alma ao chão. Sombras se revezam para escurecer o rosto, o corpo se torna uma massa densa, que já não tem funções vitais, somente a influencia de estímulos mundanos. A alma se corrompe...

    Espelho

    18/04/2005

    Passava pelo quarto arrumado e limpo, quando viu alguém. Tal pessoa estava bem aparentada, porém mostrava em seu rosto traços de infelicidade. Puseram-se a conversar:

    --Oi. Não pude deixar de reparar em você aí. O que fazes em meu quarto?

    --Ora... o mesmo de você. Somente de Passagem. E gostaria de dizer que este quarto também é meu.

    --Não lhe reconheço. Já nos conhecemos? O seu olhar não me é estranho, mas o resto é!

    --Eu sempre lhe vejo por aqui. Acho engraçado você não me reconhecer. Talvez você devesse prestar mais atenção ao que ocorre ao seu redor.

    --É fácil falar, o problema é que estou ocupado demais cuidando dos meus problemas... quando eu acabar de resolver os meus problemas, talvez possa dar mais atenção às outras pessoas.

    --Isso é muito triste -- Disse o indivíduo, enquanto rolava uma lagrima de seu rosto

    --Por que choras? Disse algo que te magoou?

    --Preste mais atenção em mim. Olhe nos meus olhos... entenderá minha tristeza.

    --Não posso, nem te conheço... -- Virou o rosto tentando se esconder, e, neste momento, percebeu que tal indivíduo também virava o rosto. Assustado, saiu correndo, lavou o rosto e começou a chorar. Havia percebido que estava conversando com o espelho. Já era tarde. Os problemas do mundo já haviam sido absorvidos por ele.

    Esponja humana

    24/04/2005

    É para ti, criança: Herdarás a essência do ser humano. Crescerás sabendo da sina dos sobreviventes. Sonharás, mas não acreditarás na realização de tais sonhos. Amarás, porém não se entregarás de corpo e alma. Possuirás bens, mas esconderás só para ti. Matarás, nem que seja em pensamento. Machucarás e só depois se arrependerás. Invejarás a felicidade alheia. Viverás, mesmo que desejes a morte todos os dias.

    Entende, a brisa da vida é constante. O som dos passos é eterno. A voz do olhar sempre será obstruída pelo estrondo do rancor. Cada hora, dia, semana, mês,

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