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A MIOPIA EM TORNO DO GALEÃO

Odebate em torno do Galeão ganhou contornos que ofuscam os reais problemas associados ao aeroporto internacional do Rio de Janeiro. Em março de 2003, fui convidado para atuar como observador externo no Comitê de Políticas Públicas para a Aviação Civil, criado pelo Ministério da Defesa. Em dado momento nas discussões do comitê – que fora constituído para apresentar um leque de diretrizes estratégicas para a aviação civil brasileira (resultando nas Resoluções do Conselho Nacional de Aviação Civil/Conac de outubro/2003) –, o representante das empresas aéreas (não existia naquela época a Associação Brasileira de Empresas Aéreas/Abear, apenas o Sindicato Nacional de Empresas Aéreas/Snea) sugeriu que nenhuma empresa que se intitulasse de baixo custo poderia operar em aeroportos centrais (Congonhas/SP, Santos Dumont/RJ e Pampulha/BH). Alguns outros participantes do comitê pareciam concordar com a ideia, uma vez que viam aeroportos centrais como “joias da coroa” que deveriam ser servidos por empresas “mais tradicionais”.

OS ANOS 2000

É claro que a tentativa de restrição tinha endereço certo: uma empresa novata, de cor laranja, que começou a operar em 2001. Ainda bem que a maioria do comitê não levou adiante aquela ideia protecionista e, no mínimo, discriminatória, para os que voassem pela nova empresa laranja. Em resumo: o Santos Dumont e os outros dois aeroportos centrais foram alvos de uma clara tentativa de limitação nas suas operações futuras, mesmo estando aptos a ter suas capacidades aumentadas (o que ocorreria em anos seguintes).

Em 2008, concentrando e distribuindo voos, passageiros e cargas de pequeno porte. Reuniões com entes municipais, estaduais e federais eram infrutíferas; enquanto as autoridades da esfera federal incentivavam e diziam “não há restrição nenhuma da nossa parte”, as de esferas municipal e estadual listavam uma limitação atrás da outra para essa nova empresa tornar o Santos Dumont um dos seus .

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